
Mais um aniversário da cidade de São Paulo. Infelizmente não dá pra falar de São Paulo e da região metropolitana sem falar dos inconvenientes de se morar por aqui. Agora a praça Dom José Gaspar está mais tranquila, ou pelo menos mais limpa, e os trombadinhas do centro já não estão cheios de disposição para assaltar como na música do Joelho de Porco, atualmente muitos trombadinhas vivem como zumbis fissurados em crack.
"Trombadinha / São Paulo By Day" (Joelho de Porco)Andando nas ruas do centro, cruzando o viaduto do cháEis que me vejo cercado, trombadinhas querendoMe assaltar, me assaltar, me assaltar, me assaltarTrombadinhas que sãoQue fazem do assalto a sua profissãoNa avenida São JoãoBebericando cachaça, sandália havaianaTentando assaltar na praça Dom José GasparTira a mão do meu bolso
Temos muitos amigos que moram aqui mas quase não vemos eles, afinal de contas podemos gastar duas horas só para chegarmos em suas casas e o nosso transporte público não é lá essas coisas mas é um dos mais caros do país e do mundo. No fim de semana, na hora do lazer, esse transporte é pior, com menos ônibus e trens em circulação. Andar de bicicleta por aqui é inviável, porque é difícil encontrar um motorista que respeite ciclistas e o número de ciclovias é pífio - felizmente rola a Bicicletada toda última sexta-feira do mês.
Como diz a clássica música do Premê: "a vida é grana em São Paulo". Aqui para você se divertir tem que gastar bastante grana. Por aqui temos poucos parques, mas é uma boa ir no Ibirapuera, Parque da Independência, Jardim Botânico, Horto Florestal, Parque do Carmo etc, levar um lanchinho e umas frutas de casa, assim sai mais barato. Para ir no teatro, cinema ou show baratos é preciso garimpar um pouco, porque geralmente é caro. A saída é se informar sobre as programações dos centros culturais e da rede SESC e garantir os ingressos no início do mês.
"São Paulo, São Paulo" (Premê)É sempre lindo andar na cidade de São PauloO clima engana, a vida é grana em São PauloA japonesa loura, a nordestina moura de São PauloGatinhas punks, o jeito ianque de São PauloNa grande cidade me realizar, morando num BNHNa periferia a fábrica escurece o diaNão vá se incomodar com a fauna urbana de São PauloPardais, baratas, ratos na rota de São PauloE pra você criança, muita diversão — e "pauluição"Tomar um banho no Tietê ou ver TVNa grande cidade me realizar, morando num BNHNa periferia a fábrica escurece o diaChora Menino, Freguesia do Ó, Carandiru, Mandaqui, aquiVila Sônia, Vila Ema, Vila Alpina, Vila Carrão, Morumbi, PariButantã, Utinga, M' Boi Mirim, Brás, Brás, BelémBom Retiro, Barra Funda, Ermelino Matarazzo, Móoca, Penha, Lapa, SéJabaquara, Pirituba, Tucuruvi, TatuapéPra quebrar a rotina num fim de semana em São PauloLavar o carro comendo um churro é bom pra burro!Um ponto de partida pra subir na vida em São PauloTerraço Itália, Jaraguá, Viaduto do CháNa grande cidade me realizar, morando num BNHNa periferia a fábrica escurece o diaNa periferia a fábrica escurece o diaNa periferia a fábrica escurece o dia
Na avenida Mercúrio no centro, na chamada Zona Cerealista, encontramos diversos empórios com cereais à granel mais baratos, várias opções de proteína de soja, linhaça, castanhas, amendoins, azeite, suco de uva integral, adoçante natural, chás etc. E todo domingo das 10h00 às 19h00 rola a chamada Feira Boliviana na praça Kantuta que fica no final da rua Pedro Vicente no Canindé, próximo ao metrô Armênia. Infelizmente os pratos bolivianos não são vegetarianos, por isso a empanada de queijo e os sucos podem ser boas opções. Mas não deixa de ser um lugar agradável para fazermos novas amizades e revermos alguns amigos bolivianos, ouvirmos a música e comprarmos o quinua vindo diretamente do altiplano boliviano.
Os espaços alternativos são escassos em São Paulo e na maioria das vezes não sobrevivem por muito tempo - atualmente rolam umas gigs bacanas no Covil 360 em Pirituba e no Estúdio Noise Terror no Jabaquara. Mantenham-se longe dos shoppings, da rua 25 de Março e até mesmo da Galeria do Rock. Se tiverem afim de discos, camisetas e de um bom papo temos a Extreme Noise Discos no centro.
São Paulo também possui alguns coletivos muito bacanas que merecem o nosso apoio. O Ativismo ABC que mantém a Casa da Lagartixa Preta em Santo André, as Pedalinas, o pessoal do Espaço Ay Carmela! no centro, o Movimento Passe Livre de São Paulo - nesse momento de aumento abusivo da tarifa de ônibus temos que protestar, o CICAS - Centro Independente de Cultura Alternativa e Social, a Aymberê, entre outros. Muitos por aqui precisam do nosso apoio: as pessoas e crianças em situação de rua, profissionais do sexo, dependentes químicos, deficientes físicos, catadores de materiais recicláveis, trabalhadores sem-teto, trabalhadores explorados, desempregados e jovens em busca do primeiro emprego, moradores de áreas de risco, homossexuais, afro-descendentes, imigrantes explorados etc. Participamos do Coletivo por uma Espiritualidade Libertária e nos reunimos mensalmente em frente ao CCSP, porque esse também é o momento de lutarmos contra as mega-igrejas que deixam a cidade ainda mais caótica e contra o fundamentalismo religioso.



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